sexta-feira, 17 de abril de 2009
sexta-feira, 18 de julho de 2008
tic tac...
Não me sentia mais, não me ouvia mais, não me via...
Não queria compreender que aquilo era eu, processar tudo o que eu já sabia.
Tentei enganar alguém, um pouco a mim mesma, dar voltar, fazer acrobacias.
Tentei fugir do que era meu, do que me perseguia.
Eu não sabia que certas coisas poderiam custar tão caro, e nem imaginava que minha vida passaria assim tão rápido.
Tentei fingir que não era comigo, mas o tempo me comeu.
Não queria compreender que aquilo era eu, processar tudo o que eu já sabia.
Tentei enganar alguém, um pouco a mim mesma, dar voltar, fazer acrobacias.
Tentei fugir do que era meu, do que me perseguia.
Eu não sabia que certas coisas poderiam custar tão caro, e nem imaginava que minha vida passaria assim tão rápido.
Tentei fingir que não era comigo, mas o tempo me comeu.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Vida de bar

Já imaginou quanta história teria se pudessem ter olhos aguçados, mesmo quando desfruta de sua bebida?
Sim, eu tenho estes olhos, e me perdoem a falsa modéstia: adoro beber em um bom bar e aproveitar as cenas dos outros, ou me embrenho em mim para conversar. É verdade que no meu pensamento, pois seria louco de minha parte balbuciar palavras sozinho, então me contenho, no máximo trago comigo minha agenda e finjo fazer contas, na verdade deixo fluir um universo todo meu, e que paradoxalmente é de todos nós.
[Texto por Heber Costa]
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Com as multidões
Jogos de prazer se espalham por toda nossa cidade, que é um país, um continente. Em todo seu chamado se pode adquirir ingressos, entradas, passagens.Atalhos também se procuram para os que não querem pagar, querem burlar os espetáculos.
Sou também expectador de todas as arenas, vou entre as massas, bebo com elas, xingo baixinho, não é de mim este despudor aviltado de dias vazios, embora as vezes os sejam, mais tento ser um parecido, pois muitas vezes me cansa ser diferente.
Costumo ficar na torcida adversária, me embrenho entre muitos fanáticos, aguerridos de raiva incomum deles mesmos, blasfemam as Mães e os filhos delas também, bebem e cospem seus dias malditos, só para pederem de vista seu inevitável retorno a seus lares, me sinto acolhido, pois pensão que sou assim também, mas na verdade olho para a minha torcida que esta do outro lado, de longe vejo que sou todos eles torcendo por cores e pessoas tão diferentes, os gritos de ordem, os incentivos, os apuptos, acho-os providencial, mas ainda cabe um fingimento.
Quando em derradeira hora se faz o tento, me contenho, olho para aqueles que deixei do outro lado, e como se fosse traidor, lamento....
Mal sabem eles que estão ao meu redor, eu dou risadas, alguma coisa incomum.
Sigo ao final arrastado pela multidão, afinal o jogo tem seu fim.
[Texto por Heber Costa]
terça-feira, 8 de julho de 2008
Tento ser mais humano,talvez apenas padrão.
Tento ser mais fraco do que sou,
um pouco mais vulnerável.
Tento ser menos bonito,
menos especial entre as multidões,
Ser apenas Zé,
mas algo me diz...
Siga teu caminho,
pise sobre as brasas,
deixe seu sangue ser o vinho deles.
Tudo isso irá doer,
mas faça das tuas lágrimas a pura água das crianças,
então a chuva dos miseráveis,
mas ainda sim,
seja Zé.
[Texto por Heber Costa]
Acho que todos somos Zé...e Joaquim, Maria, Marcos...
Ser apenas Zé, ser menos multidão, é o que há.
domingo, 6 de abril de 2008
Depois de um dia cheio um pouco de prosa, uma xícara de chá...

"Boeing - Luiz diz:
e daí tivemos todos os sabores emocionais que uma pizza de diversas fatias pode proporcionar
e daí tivemos todos os sabores emocionais que uma pizza de diversas fatias pode proporcionar
Boeing - Luiz diz:
mas o resultado final foi positivo
Boeing - Luiz diz:
adoro Camembert"
Um pouco de tato e um tanto de imaginação. Suficiente para imaginar o que se passa e, ao mesmo tempo não entender nada. Aqui a pizza pode ser tanto sabor, cor, comédia, história, trajédia. Um enredo eloqüente para histórias perversas, poças, risadas e alguns choops de vez em quando. Para uma base sólida, um amigo diferente dos que se vê por aí: tanto pai quanto amigo, querido. O que digo aqui é uma historinha singular, de um eu que gostava de passear, de um eu que ama a vida e que sofre calado por algumas das suas entrelinhas. A historinha daqui é que as vezes fico indignada, me sinto triste, queria alegrar todos os sorrisos: fazê-los sempre verdadeiros, de satisfação. Queria ver um sol mais bonito brilhando na sua janela, um pouco mais de chuva na dela para ver se aprende a apreciar essa bola reluzente que fica aí, indo e vindo todos os dias. Queria ver olhinhos brilhando cada vez que soltasse verbo, porque a vida é boa sim, porque algumas pessoas simplesmente merecem!
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